Um relatório divulgado nesta quinta-feira aponta um futuro transformador para os investimentos nas Filipinas. O estudo “Projeto Bayani” estima uma oportunidade de US$ 60 bilhões em tokenização de ativos até 2030, movendo títulos, ações e fundos para o ambiente digital.
A pesquisa, publicada pela bolsa PDAX em parceria com fundos de capital, destaca que o mercado pode ser liderado por ações tokenizadas (US$ 26 bi) e títulos do governo (US$ 24 bi). O avanço representa uma chance de inclusão financeira maciça em um país onde quase metade da população era desbancarizada até recentemente.
O sucesso é viável porque a infraestrutura básica já é popular. Cerca de 14% dos filipinos têm criptomoedas, taxa bem superior à de investidores em ações (2,4%). Carteiras digitais como GCash e Maya, usadas por milhões, já possuem funções blockchain integradas.
Um caso prático está em andamento. Uma parceria do Tesouro Nacional com PDAX e GCash já distribui títulos públicos tokenizados, com aportes a partir de 500 pesos (cerca de R$ 50). Quase metade dos detentores desses títulos já os possui no formato digital.
Para Nichel Gaba, CEO da PDAX, a estratégia é conectar essa tecnologia existente a produtos regulamentados. “A infraestrutura para entregar ativos tokenizados a milhões já está nos bolsos das pessoas. Não estamos começando do zero”, afirmou.
A Tesoureira Nacional, Sharon P. Almanza, vê a iniciativa como um avanço na democratização financeira. “Este projeto colocou os títulos do governo na ponta dos dedos de milhões de filipinos”, comentou, reforçando o potencial de inclusão através dos ativos digitais.